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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Férias das sensações...

"Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. 
O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. 
Faço paisagens com o que sinto. Faço férias das sensações. 
Compreendo bem as bordadoras por mágoa e as que fazem meia porque há vida.
(...)
Estas confissões de sentir são paciências minhas. 
Não as interpreto, como quem usasse cartas para saber o destino. 
Não as ausculto, porque nas paciências as cartas não têm propriamente valia. 
Desenrolo-me como uma meada multicolor "tricolor", ou faço comigo figuras de cordel, 
como as que se tecem nas mãos espetadas e se passam de umas crianças para as outras. 
Cuido só de que o polegar não falhe o laço que lhe compete. 
Depois viro a mão e a imagem fica diferente. 
E recomeço."


Como sempre, as preciosas e sábias palavras de um certo poeta Português ...

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