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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Uma paixão...


"Meu coração é Verde e Rosa!!!"

Loucos devaneios de carnaval...

Ontem, quarta-feira de cinzas me peguei fazendo um breve retrospecto do que fora o tão esperado feriadão de carnaval.

Dentre muita alegria, folia, descontração e descanso teve a bebedeira, as briguinhas e brigões, as mortes, o tédio, os engarrafamentos e a chuva!!!

Teve aqueles que pularam carnaval e aqueles que pularam O carnaval...

Hoje não sei mais em qual dessas duas categorias me encaixo! A uns oito anos atrás não tinha dúvidas, eu literalmente pulava carnaval. Já começava na quarta-feira pré carnaval e só parava no enterro dos ossos!

Já respirei carnaval duas vezes ao ano, ou seja, no seu período correto, geralmente em fevereiro.. e novamente em meados de novembro, quando começavam as inscrições para os blocos de carnaval, escolhas das cores do uniforme, ...
Por sinal, me veio a lembrança da angústia que foi a espera da resposta sobre a aceitação ou não da minha inscrição no 1º bloco que participei... o nome passava por uma reunião com os organizadores do bloco. Eles meio que faziam uma "investigação" da sua vida, depois faziam a votação e só depois aceitavam ou vetavam! Foram três anos nesse bloco, que hoje, não existe mais, mas cada vez que escuto o seu hino tocando, me causa arrepios..."chegou pra abalar a tristeza..."

Depois entrei em outra tribo... troquei de bloco e foi ai que passei a ser a contradição em pessoa, pois vestia um uniforme, mas meu coração pulsava com o hino de outro bloco...

Em todos esses anos, eram três dias seguidos sem dormir... depois vinha um domingo que passava sem ser notado, pois eram praticamente 24 horas de sono pesado!!

Sempre fui a que chegava cedo e só saia cedo da manhã do outro dia, sendo que ainda tinha pique para uma caminhadinha básica para tomar café da manhã na padaria, exceto o tão esperado dia em que a Estação Primeira de Mangueira entrava na avenida e pintava o mundo mais uma vez de verde e rosa...

Hoje, acho que desse tempo que passou, as únicas coisas que ainda continuam é o arrepio pelo meu bloco de coração e a paixão pela Verde e Rosa... tirando esses dois amores, eu PULO O CARVANAL...

Não tenho mais pique, nem mais o gosto e acho que nem mesmo idade para essas maratonas de folia e olhos abertos por tanto tempo seguido...

Hoje em dia, acerto o relógio, faço umas contas básicas e coloco-o a despertar para assistir a Verde e Rosa...

A alegria que antes me movia foi trocada pela alegria do descanso que hoje me move!!!

Mas....
" “O Sol Nascerá”, as cortinas irão se fechar
“Folhas Secas” virão e o show vai continuar
Meu coração é verde e rosa
Descendo o morro, eu vou
A música, alegria do povo
Chegou, a Mangueira chegou..."






sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Carpinejar!




Pedindo licenças e dando honras aos belíssimos textos do Fabrício Carpinejar.

Vale a pena dar uma olhadela no blog, mas cuidado, porque vicia mesmo!

Sinceridade, simplicidade, doçura até ao descrever coisas que as vezes não são tão simples e as vezes por serem tão simples se tornam complicadas!

Adoro a forma com que consegue tocar o coração com as palavras!


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Lendo, relendo, citações e as borboletas...



Lendo e relendo...
Me assusto com o que escrevo as vezes... mas me assusto mais ainda com o que escrevem algumas outras pessoas...
Comentários anônimos, nem tão anônimos assim me deixam ainda mais confusa...
Estou precisando de um tratamento terapeutico...

Adoro as citações dos "comentadores" das minhas postagens...
Está realmente ficando chique esse meu blog: Pontes de Miranda, Ovídio Baptista, Martha Medeiros, Saint-Exupéry...

Bom, "tudo vale a pena quando a alma não é pequena..." assim já escreveu o poeta Fernando Pessoa.

Obrigada "larvinhas" do meu coração.... sem vocês não conheceria as borboletas que hoje habitam meu estômago!






terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Será?!






Sobre algo que nem eu mesma sei descrever ou explicar...




Achei uma passagem do livro Divã da gloriosa Martha Medeiros que acho que acaba por explicar meu sentimento...






"Se era amor?
Não era. Era outra coisa.
Restou uma dor profunda, mas poética.
Estou cega, ou quase isso: tenho uma visão embaçada do que aconteceu.
É algo que estimula minha autocomiseração.
Uma inexistência que machuca, mas ninguém morreu.
É um velório sem defunto.
Eu era daquele homem, ele era meu, e não era amor, então era o quê?
Dizem que as pessoas se apaixonam pela sensação de estar amando, e não pelo amado. É uma possibilidade.
Eu estava feliz, eu estava no compasso dos dias e dos fatos.
Eu estava plena e estava convicta.
Estava tranqüila e estava sem planos.
Estava bem sintonizada.
E de um dia para outro estava sozinha, estava antiga, escrava, pequena.

Parece o final de um amor, mas não era amor.
Era algo recém-nascido em mim, ainda não batizado.
E quando acabou, foi como se todas as janelas tivessem se fechado às três da tarde de um dia de sol.
Foi como se a praia ficasse vazia.
Foi como um programa de televisão que sai do ar e ninguém desliga o aparelho, fica ali o barulho a madrugada inteira, o chiado, a falta de imagem, uma luz incômoda no escuro.
Foi como estar isolada num país asiático, onde ninguém fala sua língua, onde ninguém o enxerga.
Nunca me senti tão desamparada no meu desconhecimento.

Quem pode explicar o que me acontece dentro?
Eu tenho que responder às minhas próprias perguntas.
E tenho que ser serena para aplacar minha própria demência.
E tenho que ser discreta para me receber em confiança.
E tenho que ser lógica para entender minha própria confusão.
Ser ao mesmo tempo o veneno e o antídoto.

Se não era amor, era da mesma família.
Pois sobrou o que sobra de corações abandonados.
A carência. A saudade. A mágoa.
Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo.
Eu bati a 200km/hora e estou voltando a pé pra casa, avariada.

Eu sei, não precisa me dizer outra vez.
Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos.
Talvez seja este o ponto.
Talvez eu não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas.

Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em conto de fadas, de achar que a gente manda no que sente e que bastaria apertar um botão e as luzes apagariam e eu retomaria minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência?

Eu não amei aquele cara.
Eu tenho certeza que não.
Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada.

Não era amor, era uma sorte.
Não era amor, era uma travessura.
Não era amor, era sacanagem.
Não era amor, eram dois travesseiros.
Não era amor, eram dois celulares desligados.
Não era amor, era de tarde.
Não era amor, era inverno.
Não era amor, era sem medo.
Não era amor, era MELHOR."

Sou a confusão em pessoa ultimamente!
Amor, amor de verdade não era.
Não por esse, talvez por aquele que tem o dom de surpreender...
Mas mesmo assim dói, mesmo que em comum acordo tenhamos decidido...
Mas também não é palavra de rei...
Porque podemos voltar atrás...
Mas quem será o primeiro a dar o braço a torcer?

Fica a saudade...
Fica o cheiro...
Fica o gostinho de quero mais..
Fica a surpresa...
Fica a ansiedade...
Fica a lembrança de cada segundo...
Fica o respeito...
Fica a admiração...
Fica a amizade e a diplomacia!!!
Fica a mão estendida...
Fica o coração aberto...
SEMPRE... PRA SEMPRE!!!
Fica o eterno segredo!
(...)

Beijus da Violeta...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Dom ao surpreender...




Tem pessoas que nascem com o dom de surpreender...

Acordei ainda com muito sono, tomei um banho, cabelos molhados e sem mesmo um golinho de café sai para trabalhar...

Antes de abrir o portão do meu local de trabalho, um pequeno bilhete com a seguinte frase: "Olhe para o Morro!!!"

Sorrindo e ao mesmo tempo assustada, olhei e no exato momento meu celular toca... justamente quem eu imaginava! Sinceramente, nenhuma outra pessoa teria a idéia de fazer algo tão inusitado.

Olhei para o morro e no novo ponto turístico da minha cidade algo se movia... o que será aquilo? Bom, não importa, o que importava era meu coração que batia em uma velocidade quase que insuportável...

Voltando ao meu celular tocando, ao atender só escutei: "Vim me despedir... me espera que já tô descendo..."

Não sei o que se passou... entre um sorriso e outro, a lágrimas tomaram conta do meu rosto... me senti literalmente surpreendida... misto de susto e emoção...

Esperei e logo ele chegou... ainda no misto de riso e lágrimas, senti que é amor de verdade!

No bilhete que estava no portão ainda consegui escrever um pouquinho...

Entre briguinhas, indas e vindas... descobri que o sentimento não muda nunca...





PS: "Xero" sei que vais ler esse post e por isso aproveito para te agradecer por ter deixado o meu dia desde cedo mais ensolarado... T.A.D+ beiju beiju...



Iemanjá

Uma imagem de fé, o agradecimento por mais um ano e todas as coisas boas e o pedido para que tudo de ruim fique ao longe...





"E as estrelas são meu grito de alegria
E euforia quando o dia é de carnaval.
Então eu danço com meu povo e minha mente gira,
Pois a alegria tem que tomar conta do lugar.
Que de maldades eu estou cheio e quero fantasia,
Porque sou filho de Ogum e de mãe Iemanjá.

Iemanjá vem lavar a nossa fé
E Ogum pai do sol
Ilumina o meu caminho eu quero viajar.

Pois hoje eu quero viajar prá lá do céu,
Onde não haja fronteiras para me barrar.
Quero subir nas estrelas e de lá ver o mar,
Ver o sorriso da criança livre a brincar.
E vou plantar uma semente no seu coração,
Para colher futuramente uma nova nação.
Desigualdades e injustiças há de acabar,
Porque sou filho de Ogum e de mãe Iemanjá"
Chimarruts - Iemanjá