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domingo, 16 de maio de 2010


"Tinha lágrimas nos olhos

e estava infinitamente feliz

por ouvi-lo respirar a seu lado."


quarta-feira, 12 de maio de 2010

A Minha Alma (a paz que eu não quero) e meus singelos devaneios


Re-pensando os temas tratados, debatidos em aula, sobre criminologia, leis de drogas e o Estatuto da Criança e do Adolescente, inclusive sobre a forma como é a nossa educação, e colocando tudo isso em link com o que dia a música da banda O Rappa - A Minha Alma (a paz que eu não quero), me pego devaneando sobre as incertezas de uma sociedade que se diz (pós)moderna.

"As grades do condomínio são pra trazer proteção, mas também trazem a dúvida de se não é você que está nesta prisão..." A sociedade que se diz pós moderna, se prende dentro de suas próprias casas, são a favor da pena de morte, mas são tão pós modernas, que não precisam pensar, simplesmente se (des)apegam a futilidades, bens materiais, posse, propriedade, propriedade... ser humano, só o próprio EU. Estão se aprisionando de quem, para que, "qual a paz que eu não quero conservar pra tentar ser feliz..."? Do Estado que continua por simplesmente impor, reprimir e pouco pensar? Ou daqueles que muitas vezes, estão envolvidos no tráfico, no roubo, no furto, por falta de oportunidade em outra "carreira"? Não estariam estes, querendo estar aprisionados como nós, simplesmente para se defender de uma força tarefa policial que não pensa, simplesmente usa da autoridade e força?
"...paz sem voz, paz sem voz, não é paz é medo", nos aprisionamos pelo medo que a própria (in)segurança nos faz sentir, muitas vezes nos aprisionamos sem pensar o porquê, de onde vem esse medo, pois além de tantas incertezas, se pararmos para analisar, PENSAR, não identificaremos os motivos, não entenderemos o sentimento, mas o continuaremos a sentir. Pensemos, quantas pessoas inocentes morrem pela própria polícia, que deveria ser a figura de segurança para a nossa sociedade? Polícia esta que invade lugares em busca de suas vítimas e que tiram e atira, no que vier pela sua frente, fazendo muitas vezes, que uma bala perdida se torne uma bala achada, causando mortes em quem nada tem a ver com o caso pelo qual levou a tão "digna" polícia ao local. Se o problema fossem só os traficantes, fossem só a "criminalidade" da classe média-baixa, alías, somente da classe baixa, dos favelados, dos "vileiros", se os problemas todos oriundos daquela mesma classe classe, daquele mesmo estereótipo, daquela mesma figura de criminoso que nossa sociedade preconceituosa, sem seriamente analisar e tomar conhecimento de fatos, ou por simplesmente acreditar nas informações "maquiadas" que nossa mídia repassa, assim como Lombroso, criou O perfil de criminoso, no qual se encaixam somente os mais "pobres", os mais desprovidos de oportunidades, os que não tem as costas quentes, os negros, os favelados, os mal "engomados"... uma sociedade atrelada a preconceitos. presa a estereótipos, a características físicas e muita futilidade, em uma sociedade medíocre, que não raros são os exemplos, a mídia não precisa ser lá tão eficiente, basta continuar com o discurso singelo, do "CRACK NEM PENSAR", como foi discutido em aula... pois para uma sociedade mediana, preguiçosa para pensar, a mídia, conhecendo o seu "eleitorado" manipula e consegue atingir uma aceitação da sociedade, que acaba por vestir a camiseta, mesmo sobre assuntos em que a solução só vem quando se pensa!

Pensar para quê? Não se pode comprar um pensamento pronto? Nesse sentido, cabe mais uma passagem da música: "Mas não me deixe sentar na poltrona num dia de domingo, procurando novas drogas de aluguel, nesse vídeo coagido...". Vídeo coagido por aqueles que detém o poder, os senhores da mídia que manipulam sem esforço algum a mente dos que se apoiam frente à TV alugando drogas e drogas, se viciando de drogas anti pensantes. O pensamento pronto vem da mídia, que engana e acaba por banalizar o que é relevante e torna importante o que é aquilo que é banal. sem precisar pensar, as pessoas adotam e acredita, nas ideias prontas, ideias que "alugaram" da mídia mesquinha, que deixa de cumprir efetivamente o seu papel, que acaba por infestar a cabeça da população com fofoquinhas e informações da vida bio-físico-psico-afetiva dos globais e só, só isso é fundamentado, porque o demais, é informação pronta, só repassam o que pode ser constatado, mas não se preocupam em fazer uma análise sério do porquê de tal tragédia, como isso poderia ter sido evitado, enfim, não vão à fundo a uma notícia, nesses casos são superficiais, pois não tem como reinventar, como negar, como manipular... Mídia que oculta ou é incapaz de usar o ser poder de entrar nas casas da população, para levar informações de relevância, culturais, educativas, pesquisas (sérias), dados cinetíficos, informações reais de uma realidade sócio-econômico-cultural do país, através de temas que precisam ser debatidos, apreciados e entendidos para uma evolução da própria sociedade. Entendível(?), talvez porque, o que é relevante não dê ibope, e se não dá ibope, não é lucro, não se transforma em $ (cifras, dinheiro)!

O Estado é omisso! A mídia é omissa. Omissos na verdade dos fatos, na saúde, na infra-estrutura, na segurança que gera insegurança, e principalmente na educação. Quanto mais educação se der para um povo, mas difícil é de ludibriá-lo, mais difícil é de simplesmente impor alguma coisa, pois as pessoas com um pouco mais de educação, cultura, acredita-se que terão mais discernimento e mais senso crítico para analisar, pensar naquilo que lhe é oferecido ou imposto. Beccaria já dizia "... o meio mais seguro, mas ao mesmo tempo mais difícil, de tornar os homens menos inclinados a praticar o mal é aperfeiçoar a educação."¹, não uma educação como a que temos, como vale a frase de Nietzsche sobre a educação : "uma só boca que fala para que muitos ouvidos e metade mãos que escrevem.", ou seja, não para uma educação que são só ouvidos e mãos que copiam, uma educação que somente impões, mas uma educação que debate ,que faça pensar, pois caso contrário, continuaremos a (sobre)viver, erguendo "muros que nos dão a garantia de que morreremos cheios de uma vida tão vazia."²

Citações:
¹ - BECCARIA, Cesare. Dos Delitos e Das Penas. EDIPRO: São Paulo/SP, 2003, p. 96.
² - Música Muros e Grades - Humberto Gessinger


Uma amiga, após a leitura do texto, me disse mais ou menos assim:

"Vão te rotular como: comunista, maconheira e por fim sonhadora!"

(????????????)




quarta-feira, 5 de maio de 2010

terça-feira, 4 de maio de 2010

Doce Menina Romântica, Ácida Mulher Moderna

PS: Esta bela foto foi copiada do Blog TPM!


Ela é uma moça de poses delicadas,
sorrisos discretos e olhar misterioso.
Ela tem cara de menina mimada,
um quê de esquisitice,
uma sensibilidade de flor,
um jeito encantado de ser,
um toque de intuição e um tom de doçura.
Ela reflete lilás, um brilho de estrela,
uma inquietude,uma solidão de artista
e um ar sensato de cientista.
Ela é intensa
e tem uma mania de sentir por completo,
de amar por completo e de ser por completo.
Dentro dela tem um coração bobo,
que é sempre capaz de amar
e de acreditar outra vez.
Ela tem aquele gosto doce de menina romântica e
aquele gosto ácido de mulher moderna.





Inspiração e Nietzsche




Minha vida está um tanto corrida e conturbada, meu humor oscilante acaba por me deixar sem inspiração e me leva a um estado de loucura inexplicável.

Por falar em inspiração, lembrei-me de um trecho da introdução do livro de Nietzsche "Assim falou Zaratustra":

"Haverá alguém, no fim do século XIX, que tenha um conceito claro daquilo que os poetas do velho tempo chamavam inspiração? Caso não, quero descrevê-lo. C
(...)
Um arrebatamento cuja tensão se resolve numa crise de lágrimas, e durante o qual o passo ora involuntariamente treme, ora se torna lento; uma perfeita extrinsecação com a mais distinta consciência de infinitos calafrios sutis e tremores até a ponta dos pés; uma profundidade de alegria na qual o que existe de mais doloroso e mais escuro não age como contraste, mas como uma tinta, exigida e necessária, em tamanha exuberância de luz, um instinto de condições rítmicas estendido sobre o grande espaço das formas (o comprimento, a necessidade de um ritmo mais amplo, é como a medida para a força de expressão, uma espécie de compensação pela sua pressão e sua tensão).
(...)
Aqui todas as coisas chegam acariciantes à tua palavra e te engodam, pois querem cavalgar sobre o teu dorso. Por essa similitude tu cavalgas a essa verdade. Aqui se te revelam as palavras de todo o ser e os escrínios secretos das palavras; toda existência quer aqui transformar-se em palavra, todo porvir, quer aprender contigo a falar. Esta é a minha experiência da inspiração; não duvido que se deva remontar séculos para achar alguém que me possa dizer: é todavia a minha."

Lendo Nietzsche, o sábio, o poeta, o filósofo,... em busca talvez, de inspiração ou tentando conceituar A MINHA, quem sabe apenas, em busca de um pouco mais de loucura!